O Teatro
Abre-se as cortinas, ao mesmo tempo em direções diferentes. As luzes apagadas… E começa o show!
Deste ponto, ninguém mais entra ou sai da platéia, e todos devem ficar em silencio.
Ao menos o maior silencio possível, risadas e choros são permitidos, e aplausos.
uma luz acende, no meio do palco…
tem um microfone, um simples microfone, no foco desta luz. E nada mais se vê no palco.
Ouve-se passos, vindos do fundo… mas não do palco, da platéia…
Era alguém da plateia, mas quem? se misturou com todos nós, como a um espectador, e era o ponto principal deste show.
Uh, é aquele velhinho, agora que senti falta dele… estava sentado no fundão, conversava com um grupo jovem sobre a guerra e seu tempo de menino.
Ele anda com dificuldade em direção à luz. Tadinho, tantos anos passados, tantos passos dados por aquelas pernas… e uma crescente dificuldade de subir no palco.
Poxa, deviam ter pensado nele e feito escadas com degraus mais baixos…
Enfim, ele chegou ao palco. Agora ouço passos em direção à luz.
Ele agradece a paciência, de esperar tantos minutos para que chegasse ao microfone.
Fala da vida, que conforme o tempo passa ela se torna mais simples e as coisas mais complicadas.
Que a vida dele se resume à sol, comida e o palco. e coisas bobas como esta escada são tão complicadas, que ele demora a transpassar esse desafio.
E coisas simples como amar, hoje ele vê que é muito mais fácil que outrora, talvez pelo tanto que viveu, talvez pelo tempo.
Mas as dores nunca sumiram, sempre consigo levou, mas os sorrisos também, não se esquece de coisas boas com facilidade.
Lembra-se da primeira vez que subiu ao palco.
Assim como hoje estava cheio. Lotado, saindo gente pelo ladrão, milhares de pessoas vieram vê-lo fazer traquinagens.
Mas hoje estava velho, e caducando, até esqueceu de se maquiar para tal espetáculo…
Devia ter vindo fardado, como a todo general lhe é exigido. Mas esta noite não era o general falando para com seus soldados.
Era apenas um velho, com sua bengala e seu chapéu, falando para com seus fãs. Mesmo que anônimos, não chamados pelo sobrenome, muito menos com um rosto sequer.
e o show está próximo de começar, diz o velho…
Mas hoje o show seria diferente, e nós seriamos os personagens…
e a luz do palco se apaga, as luzes da platéia acendem, e as portas se abrem…
que comece o show….



novembro 30th, 2008 at 15h 24min
Fim? Acho que já falei isso mas o destino é cíclico…
novembro 30th, 2008 at 20h 21min
Qual seu personagem nesse show?
O que está mostrando para as demais pessoas?